01set 2014

Como eu NÃO conheci a Cassandra Clare

Postado por às em Devaneios

 Cassandra Clare na bienal

Estou tão indignada com este fato que fiz um post.

A autora das minhas amadas séries As Peças Infernais e Os Instrumentos Mortais, responsável por três das minhas paixonites literárias (Will, Jace, Jem), aquela que me fez acreditar que todo beijo deveria ter gosto de maçã, que criou personagem perfeitos, apesar de todas as suas imperfeições, inseguranças e medos. Aquela que me fez cair no papinho de três moleques adolescentes e me apaixonar pelos mesmos. Aquela que deixou bem claro que caçadores de sombras ficam mais elegantes de preto que as viúvas de nossos inimigos desde 1234. E, para finalizar, aquela que destruiu meu coração em Princesa Mecânica.

Cassandra Clare mostrou em seus livros a importância da família, seja ela de sangue ou não, a importância dos amigos e, principalmente, que o amor move mundos. Isso ela mostrou muito bem, diga-se de passagem.

Não tive como ir a bienal de São Paulo e até dei graças por isso devido a confusão que ocorreu no sábado para a sessão de autógrafos, conforme vi nas redes sociais. Já no domingo, as coisas foram mais organizadas e tranquilas. Mas São Paulo, né? Pois é, não dava.

Depois chegou a vez do Rio de Janeiro, o que era para ser só alegria, mas segunda, né? Dia de semana para mim tem outro nome e este chama-se trabalho, portanto, esta foi a maneira como eu NÃO conheci a Cassandra Clare.

Estou indignada. Meus livros estão tristes.
Livros ficam tristes?
Pois bem, os meus estão.

30abr 2013

Quote da Semana

Postado por às em Quotes

As pessoas têm cicatrizes. Em todo tipo de lugares inesperados. Como mapas secretos de suas histórias pessoais. Diagramas de todas as suas feridas. A maioria de nossas feridas se curam, não deixando nada além de uma cicatriz. Mas algumas delas não se curam. Algumas feridas nós carregamos conosco para todo lugar e apesar do corte já ter se fechado há muito tempo, a dor ainda permanece.
O que é pior, novas feridas que são terrivelmente dolorosas ou velhas feridas que deveriam ter se curado anos atrás mas nunca o fizeram? Talvez nossas antigas feridas nos ensinem algo. Elas nos lembram de onde estivemos e o que superamos. Elas nos ensinam lições sobre o que evitar no futuro. Isso é o que nós gostamos de pensar. Mas não é assim que as coisas são, não é? Algumas coisas nós simplesmente temos que aprender de novo e de novo e de novo mais uma vez.

Grey’s Anatomy

17abr 2013

Quote da Semana

Postado por às em Quotes

“Se a liberdade puder ser utilmente definida como a capacidade de os sujeitos humanos reinventarem as formas de vida que levam, seríamos, de fato, livres hoje? Seríamos livres em um mundo onde a propaganda define o estilo de vida ideal, e o norte do consumo máximo estabelece a própria condição da conquista da felicidade?

É próprio do senso comum, o discurso sobre a felicidade. Ao se definir como um ideal a ser perseguido, ao transformá-la em um imperativo, não estaríamos reduzindo o ideal de felicidade a uma única possibilidade, aquela que nos foi apresentada? Perseguir esse ideal a todo custo e sempre, não geraria um imenso mal-estar (o contrário mesmo da felicidade)? A partir disso, podemos questionar: um mundo regido pela propaganda é um mundo crítico?”

♥ filosofia ♥

15abr 2013

Vivendo em Voz Alta – Miguel Falabella

Postado por às em Impressões Literárias

vivendo em voz alta

Para quem ainda não sabe, tenho uma enorme admiração pelo Miguel Falabella, ator, escritor, diretor, dramaturgo e cineasta. O acho um dos homens mais inteligentes e talentosos do mundo artístico brasileiro, portanto não podia deixar de ler sua obra.

miguel falabella

Ler Vivendo em Voz Alta foi como ler sua alma. Me identifiquei e me apaixonei ainda mais por seus trabalhos e por sua pessoa.  No livro, Falabella transformou lembranças em palavras encantadoras. Entregou-se sem medo a elas e nos trouxe belas e maravilhosas crônicas que são divididas em cinco partes da sua vida: de casa, do palco, do amor, do mundo e da vida. Essas divisões transbordam emoção a cada página lida, trazendo paz e tranquilidade ao ser.

Com ótimos quotes, não dá para escolher o favorito. O meu livro está repleto de tags. Não tenho fotos para mostrar, pois emprestei o livro antes de tirá-las.

“Pois é assim que me imagino, hoje uma figura pintada sobre um horizonte pintado. Uma figura à espera, muda, incapaz de domar as emoções que me tumultuam a alma.  Descubro que nada sei sobre o tempo e,  não consigo entender seus intrincados mecanismos, estou constantemente lançando um olhar equivocado sobre as coisas.”

Vivendo em Voa Alta é belo não só pelas suas palavras, mas também pelo trabalho da editora Leya. Adorei a diagramação do livro. Parabéns a editora pelo ótimo trabalho!

Por fim, acho que não preciso dizer que o livro é mais do que recomendado.